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quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

No Limite da Realidade

O que era o real ele já não sabia, perdido entre um sonho e outro, perdido nas entrelinhas de um de seus livros favoritos, escondido entre esquinas, becos e vielas de cidades conhecidas apenas por cartões postais e fotos daquelas revistas de viagens.
O que era real poderia ser puramente ficção, poderia estar vivendo dentro de um daqueles filmes que assistia em tardes quentes em domingos onde o cinema era a única salvação do tedioso dia.
Tudo era modificado em um piscar de olhos, mas era um abrir e um fechar tão consciente quanto estar vivo.
Quem sabe ele próprio estaria vivendo em uma cama de hospital e tudo que via e sentia era nada mais que estímulos de médicos e enfermeiras que faziam de seu corpo e mente apenas um lugar de testes de medicamentos.
Ou ainda pior poderia estar vivendo condicionado em uma vida ou algo que poderia chamar assim, obrigado a ser condicionado a sorrir para uma televisão e sentir as mesmas emoções que todos a sua volta, compreender apenas o sim e o não esquecendo as dúvidas  esquecendo os questionamentos.

domingo, 8 de dezembro de 2013

Aos Olhos Tudo Aquilo que Fingimos Ver

Aos olhos tudo aquilo que o mundo finge não ver 
não existe fome 
nem pessoas atiradas ao chão
corpos de criança não fedem mais 

Todas as crenças são aceitar 
ideologias não são mais vendidas 
homens e mulheres compartilham do melhor da vida 

Pelos jornais 
e televisão 
não escorre mais sangue 
nem mentiras 
a utopia social foi encontrada
 
Aos olhos tudo aquilo que fingimos ver 
fingimos aceitar 
fingimos sonhar 
fingimos...
acreditar. 



sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Um Mundo Político

Politicagem para comprar votos 
e vender sua vida 

Politicagem para sorrir
e beijar crianças de colo 

Politicagem para pagar contas 
para comprar coisas em prestações 
que nunca serão pagas

Politicagem para mentir 
contar verdades 
e dissimular

Politicagem para escrever 
e mais um pouco para ler 

Político eu
político tu
político ele
político...
nós.

terça-feira, 3 de dezembro de 2013



Banalidades de uma Vida



E o mundo ainda é maior
que a tela de seu computador.
Pode ser que o céu azul ainda não seja de alta resolução
pode ser que sua vida não tenha compartilhamento
nem curtidas aleatórias.
Pode ser muitas coisa
mas ainda sim é vida
ou algo parecido com uma. 

Banalizamos 
o amor 
as dores 
e alegrias.

Vendemos e compramos 
nossa vida.

Mentimos e delatamos 
por uma simples 
hipocrisia. 

domingo, 1 de dezembro de 2013

Parábola dos Números

Em um dia qualquer o sábio de uma antiga cidade foi indagado por um jovem rapaz, se todos no mundo contavam mentiras.
Após pensar alguns minutos o velho sábio responde:
 
 - Sim todos mentem animais, arvores e homens, todos com suas mentiras grandes ou pequenas.
Porem somente os números se abstém da mentira!
O jovem não entendeu o que o sábio quis dizer com isto. 
Como os números poderiam não mentir?
 
O sábio continuou a falar. 
 - Os números estes sempre são sinceros, pois sua resposta sempre será a mesma, tanto aqui quando em qualquer parte do mundo. Dois mais dois sempre serão quatro não importa onde esteja.
Os números são medidores da verdade, estão presente em quanto você deve receber, ou quanto deve pagar. São eles que enumeram o quanto você ama ou admira alguém. Por isto são eles a verdade do mundo, talvez a única.
 
O jovem então entendeu o que o sábio quis lhe dizer, compreendeu ele que os números não mentem, mas não porque não querem, mas sim porque não podem.
 

Palavras Perdidas

São passos apressados e dedos nervosos, minha boca seca procura sugar um pouco de saliva e em minha mente o texto perfeito e em minhas mãos o completo vazio, sem caneta nem papel.
A cada três passos repito a mesma frase fazendo um esforço para memoriza-la em contra ponto a preocupação de que essas palavras se percam para sempre entre o trajeto até minha casa. 
Poderia parar em qualquer loja ou qualquer coisa pedir uma caneta e um papel, mas não, perderia muito tempo com essa coisa de procura caneta aqui e rasga papel dali, o melhor era correr para casa, mas correr não era uma boa ideia também, poderiam as palavras saírem por minha cabeça e se perderem no ar como balões coloridos manchando o céu azul.
Parei por um segundo pensei, pensei e mudei o final do texto, nossa estava ficando muito bom, em cada parada uma mudança, a cada mudança era a perfeição em palavras, mas sem ter onde escrever sem nem ter o que escrever, como pude sair de casa sem nada.
Era só uma passadinha no mercado coisa rápida coisa boba, nunca pense que uma texto se faria presente em meus pensamentos, ora essa já tinha acontecido de acordar com um texto no meio da noite ou ver encantador poema brotar do chão, mas no mercado era a primeira vez...
Já estava pensando de mais, tinha que ocupar minha mente com apenas o texto que era sobre algo muito bom eu sabia, aquele texto seria meu melhor.
Mas sobre o que era o texto mesmo, não acreditava essa preocupação toda me fez perder as palavras pelo caminho, sentei no meio fio desolado por ter perdido minhas palavras.
Mais calmo fui até em casa pequei meu caderno e minha caneta, refiz todo o caminho até o mercado olhando em cada canto embaixo de cada pedra, em rodas de carros até em cima das árvores, fui catando palavras perdidas pelo caminho as minhas palavras, nem todas consegui achar, mas as que encontrei agora ao papel passei e ali não se perderiam ali não seria esquecidas, quanto a mim aprendi a lição nunca mais sai sem meu caderno e minha caneta pois nunca se sabe de onde pode se surgir um texto.