A atual situação do planeta estava muito diferente do que lembrava quando criança, lembro que lá pelos meus seis anos minha brincadeira predileta era subir em árvores, lembro das longas tardes onde me abrigava do calor para na sombra de uma grande árvore poder mergulhar em meus livros, lembro mais ainda da árvore que com um pequeno canivete marquei um coração com as iniciais de minha namorada.
Mas isso tudo não passa de lembranças hoje em dias as árvores nem existem mais e já não fazem parte da vida humana.
Não sobrou nenhuma para contar história ou melhor para fazer sombra.
Dia após dia elas eram derrubadas, massacradas e despedaçadas e seus troncos ficavam ali úmidos pela seiva que escorria pelos cortes na madeira, ao certo os pedaços ficavam atirados ao sol para que as outras que ainda estavam de pé se preparassem pois logo chegaria sua vez.
Uma a uma foram sumindo a justificativa era sempre a mesma o progresso da sociedade, não vou mentir que muita coisa melhorou, mas penso hoje se realmente era necessário derrubar todas elas.
Ainda não tenho filhos, mas sei que quando tiver não vou construir um balanço de pneu em uma árvore no fundo de casa, nem piquenique a sombra no fim do dia e o pior é que meu filho e tantos outros nunca saberão o que é uma árvore.
Onde o tudo pode ser o nada e o nada acaba por se tornar o tudo. Uma verdade incerta, um questionamento absoluto.
terça-feira, 7 de janeiro de 2014
segunda-feira, 6 de janeiro de 2014
Navegar
Em um pequeno barco
vou entrar
me lançar
entre ondas e
em mares me balançar
E na imensidão da noite
contemplar
e no balanço
do barquinho sonhar
E mesmo que barco não tenha
eu posso imaginar
vou tornar minha cama
meu barquinho
a navegar
E mesmo que eu não saiba
nem nadar muito menos velejar
eu me torno capitão
e controlo todo mar
Faço de minhas cobertas
a profundeza do mar
e das sombras da lua
os peixes a nadar
E pela noite vou sonhando
imaginando
que eu possa
navegar.
quinta-feira, 2 de janeiro de 2014
Uma Guerra Justificada
Cansado de uma normalidade mundial o homem conspira.
Mas não com outros, ele conspira apenas com sua própria imagem refletida em um espelho de ouro maciço é apenas o brilho do dinheiro em seus olhos sedentos não por sangue apenas por lucros.
O que são algumas vidas por um cofre cheio de grana que ele nem se importa se pode ou não gastar, apenas o ter, sabendo que em seu cofre tudo trancadinho está.
Cansado de fazer campanha eleitoral, beijar crianças, tirar fotos e ir em jantares do partido o homem conspira, conspira contra sua nação com aqueles que confiaram suas escolhas.
O representante do povo representa apenas sua ganância.
Cansado o homem planeja uma invasão a um país Árabe ou de qualquer nação com petróleo, apenas uma pequena justifica, terrorismo, bombas atômicas, ajuda a outras nações... Tanto faz apenas um motivo banal já basta.
A guerra tem seu início, mas de que lado ficar pensa o homem?
Por que se contentar apenas com um, vamos ficar dos dois lados, por baixo dos panos mandamos algumas armar e suprimentos para o inimigo e nossas armas irão matar dos dois lados pois as balas são imparciais justifica o homem.
Com o fim da guera o homem conta não os morto, mas sim seus lucros, nem liga para as manchas de sangue em todo seu dinheiro.
E quando o homem cansado estiver de olhar em um espelho ele irá inventar uma outra guerra para se justificar.
Mas não com outros, ele conspira apenas com sua própria imagem refletida em um espelho de ouro maciço é apenas o brilho do dinheiro em seus olhos sedentos não por sangue apenas por lucros.
O que são algumas vidas por um cofre cheio de grana que ele nem se importa se pode ou não gastar, apenas o ter, sabendo que em seu cofre tudo trancadinho está.
Cansado de fazer campanha eleitoral, beijar crianças, tirar fotos e ir em jantares do partido o homem conspira, conspira contra sua nação com aqueles que confiaram suas escolhas.
O representante do povo representa apenas sua ganância.
Cansado o homem planeja uma invasão a um país Árabe ou de qualquer nação com petróleo, apenas uma pequena justifica, terrorismo, bombas atômicas, ajuda a outras nações... Tanto faz apenas um motivo banal já basta.
A guerra tem seu início, mas de que lado ficar pensa o homem?
Por que se contentar apenas com um, vamos ficar dos dois lados, por baixo dos panos mandamos algumas armar e suprimentos para o inimigo e nossas armas irão matar dos dois lados pois as balas são imparciais justifica o homem.
Com o fim da guera o homem conta não os morto, mas sim seus lucros, nem liga para as manchas de sangue em todo seu dinheiro.
E quando o homem cansado estiver de olhar em um espelho ele irá inventar uma outra guerra para se justificar.
terça-feira, 31 de dezembro de 2013
Feliz Ano Velho
O ano se encerra e o outro novo inicia e todo aquele blá blá blá que o show da virada faz, o script é sempre o mesmo e geralmente as celebridades da tv também e os desejos para o novo ano estes sempre se repetem.
Fazer aquele regime, mudar de emprego, sorte no amor, sorte no jogo, melhorar relacionamento com a família... E mais um tanto de coisa que geralmente esquecemos na primeira semana de janeiro ou que são perdidos entre as folias de carnaval.
Mas tudo bem, logo mais quando perto da meia noite todos com os olhos vidrados na tv vendo o Rei cantar ou Renato Aragão discursar saberemos que o ano tem seu fim, logo após será aquele espetáculo todo é bom colocar para gelar aquele espumante de péssima qualidade que estava em oferta no mercado, comer umas uvas secas e já sem gosto pois foram as últimas que restaram nas gondolas da fruteira, abraçar todos os vizinhos aqueles mesmo que durante todo o ano você nunca olhou na cara, mas é só por hoje amanhã ao acordar toda essa fantasia já terá acabado e você pode retornar para sua vida e idealizar os próximos desejos que nunca serão cumpridos.
Quanto a mim, vou deitar e ao som dos fogos tentar dormir e um pouco antes da meia noite quando próximo de apagar e me entregar ao sono vou apenas pensar feliz ano velho.
Fazer aquele regime, mudar de emprego, sorte no amor, sorte no jogo, melhorar relacionamento com a família... E mais um tanto de coisa que geralmente esquecemos na primeira semana de janeiro ou que são perdidos entre as folias de carnaval.
Mas tudo bem, logo mais quando perto da meia noite todos com os olhos vidrados na tv vendo o Rei cantar ou Renato Aragão discursar saberemos que o ano tem seu fim, logo após será aquele espetáculo todo é bom colocar para gelar aquele espumante de péssima qualidade que estava em oferta no mercado, comer umas uvas secas e já sem gosto pois foram as últimas que restaram nas gondolas da fruteira, abraçar todos os vizinhos aqueles mesmo que durante todo o ano você nunca olhou na cara, mas é só por hoje amanhã ao acordar toda essa fantasia já terá acabado e você pode retornar para sua vida e idealizar os próximos desejos que nunca serão cumpridos.
Quanto a mim, vou deitar e ao som dos fogos tentar dormir e um pouco antes da meia noite quando próximo de apagar e me entregar ao sono vou apenas pensar feliz ano velho.
domingo, 29 de dezembro de 2013
A Caixa dos Sonhos Perdidos
No prédio mais alto, na última sala do último andar e atrás da última porta se encontra uma caixa nem muito pequena nem muito grande ela não é muito larga nem muito estreita muito menos muito alta nem tão pouco muito baixa.
Dentro dela nada de tralhas, papeis, brinquedos ou qualquer coisa comprável, dentro dela apenas sonhos, apenas sonhos perdidos.
Ali eles ficam armazenados em ordem alfabética cada sonho que alguém encontrou por ai atirado na rua. Dentro da caixa há sonhos deixados em portas de igrejas, em bancos de praças, no trem, ônibus, em casas abandonadas, há também aqueles sonhos que foram trocados ou simplesmente não eram mais necessários e ainda dentro da caixa estão os sonhos que nunca foram sonhados.
Cada um que encontra um sonho perdido já sabe onde depositar, pela cidade há pontos de coletas, grandes latas na cor dourada escrito em letras garrafais: DEPOSITE SEUS SONHOS AQUI, muitas pessoas em momentos de cabeça quente acabam se livrando de alguns sonhos, mas quando se arrependem, já é tarde, pois bem a baixo das latas de coletas a em pequenas letrinhas um dizer: NÃO NOS RESPONSABILIZAMOS POR SONHOS PERDIDOS, OBRIGADO POR UTILIZAR NOSSOS SERVIÇOS.
A caixa ainda está lá no fundo da sala esperando para ser aberta e revirada, cada sonho ainda aguarda ser realizado, contudo muitos deles por ali para todo sempre ficam apenas na espera e a cada dia que passa novos sonhos são perdidos e muito poucos são encontrados.
Dentro dela nada de tralhas, papeis, brinquedos ou qualquer coisa comprável, dentro dela apenas sonhos, apenas sonhos perdidos.
Ali eles ficam armazenados em ordem alfabética cada sonho que alguém encontrou por ai atirado na rua. Dentro da caixa há sonhos deixados em portas de igrejas, em bancos de praças, no trem, ônibus, em casas abandonadas, há também aqueles sonhos que foram trocados ou simplesmente não eram mais necessários e ainda dentro da caixa estão os sonhos que nunca foram sonhados.
Cada um que encontra um sonho perdido já sabe onde depositar, pela cidade há pontos de coletas, grandes latas na cor dourada escrito em letras garrafais: DEPOSITE SEUS SONHOS AQUI, muitas pessoas em momentos de cabeça quente acabam se livrando de alguns sonhos, mas quando se arrependem, já é tarde, pois bem a baixo das latas de coletas a em pequenas letrinhas um dizer: NÃO NOS RESPONSABILIZAMOS POR SONHOS PERDIDOS, OBRIGADO POR UTILIZAR NOSSOS SERVIÇOS.
A caixa ainda está lá no fundo da sala esperando para ser aberta e revirada, cada sonho ainda aguarda ser realizado, contudo muitos deles por ali para todo sempre ficam apenas na espera e a cada dia que passa novos sonhos são perdidos e muito poucos são encontrados.
sexta-feira, 27 de dezembro de 2013
O Segundo Advento
Enquanto alguns pensavam que o fim do mundo era uma dadiva do céu outros sabiam muito bem que Deus não estava metido naquilo.
Alguns rezavam por suas almas outros apenas se questionavam se tudo aquilo era realmente necessário.
Eu via cair aquele pedaço de metal reluzente, não sei quanto tempo durou.
Sei que o tempo parou, pela primeira e última vez o homem conseguiu controlar seu tempo e lentamente despencava do céu todas suas realizações e decepções junto despencava o passado, presente e futuro, tudo despencava do céu azul, em um piscar de olhos o fragmento de metal tocava o chão.
Foi assim a extinção da humanidade era o fim de tudo aquilo que conhecia, era o meu o seu o nosso fim, o culpado não era Deus ou o Diabo em uma disputa por almas, era apenas uma guerra de homens contra homens, um querendo mais que o outro e no fim nada mais restava para desejar...
Alguns rezavam por suas almas outros apenas se questionavam se tudo aquilo era realmente necessário.
Eu via cair aquele pedaço de metal reluzente, não sei quanto tempo durou.
Sei que o tempo parou, pela primeira e última vez o homem conseguiu controlar seu tempo e lentamente despencava do céu todas suas realizações e decepções junto despencava o passado, presente e futuro, tudo despencava do céu azul, em um piscar de olhos o fragmento de metal tocava o chão.
Foi assim a extinção da humanidade era o fim de tudo aquilo que conhecia, era o meu o seu o nosso fim, o culpado não era Deus ou o Diabo em uma disputa por almas, era apenas uma guerra de homens contra homens, um querendo mais que o outro e no fim nada mais restava para desejar...
terça-feira, 24 de dezembro de 2013
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